Às Mães
E doce ser mãe...
Servir o seu filho ao
mundo inteiro
Ali naquele pau, na
manjedoura, no cocheiro
Torpe lembrança vil a
lembrar o servil madeiro
Arranca-o do ventre e o
prende ao lenho
A relegam ao pranto e
às cãs
Lhes entregam a vã
mortalha
Que não contém o que
valha
Da doçura e o encanto a
vil navalha
Dilacera o sonho e o
ódio espalha
Rasgam a carne e o
sangue é o prêmio da medalha
Mas eis o vento em
torvelhinho
Dobre e guarde com ardor
esse linho
Cada gota de sangue ali
será pergaminho
Do destino dos atrozes
em desalinho
Hão de pastar e comer
grama ante o seu desatino
Surge uma Luz, em que
renasce a esperança
Dos sonhos resgate suas
heranças
A fé é alvo vivo e
pulsa com pujança
Erga o cenho e avança,
o futuro é uma criança
Viva o hoje e o eterno
sempre, Jesus é eterna bonança
Comentários
Postar um comentário