Ode ao Povo Lusitano - Disponível em Cosmogenealogia III, tópico 15.
Ode ao Povo Lusitano
São Paulo, 16 de Março de 2024
‘Em homenagem a D. Pedro II’
I
Uma homenagem ao
Povo Lusitano será sempre justa e aprazada.
Portugal, o mais pobre dentre os maiores, foi o benquisto, o escolhido.
Quis Deus dar guarida, fosse o destino resolvido, com o menor e menos
abastado, determinou foste tú Portugal, a pátria mãe querida, ‘Vá descobrir o
Brasil!’.
II
Que haverá de ser, dentre os grandes, o maior, dentre os gigantes o
mais varonil.
Pois foi pra lá, em terra tupiniquins, Jesus confidenciou, Ele próprio,
a Helil, haverei de transplantar a Árvore da Vida, o Meu Evangelho redivivo, o
que torna novo todas as coisas velhas, e o que era morto à vida.
III
Que gigante, que colosso, que país é esse em forma de coração.
Corre aqui o seio da Vida verdadeira, na memória e devoção, de toda a
nação brasileira.
De cada mente, cada corpo, eis aí o arcabouço do Meu plano de expansão.
IV
Pois Eu que glorifico, ponho ordem onde não havia e o progresso onde
jazia o Amor, que brota em Mim, derramo em vós.
Vá Povo Brasileiro, confia, ergue o buço e desafia o pranto e a faina
dos corruptos e vendilhões.
O terreiro dos ladrões não há de ser maior que o palácio dos justos.
V
Onde habita a Justiça e a Verdade não há de haver espaço para a desdita
e o traiçoeiro.
Eu que constitui o Mundo inteiro trago o fogo e a espada.
E desde já vos digo, eis que é chegado o Tempo da Vendita.
VI
O justo pranto dos corruptos haverão de confrontar o riso dos
inocentes.
Pois que já chego e tenho pressa que esse fogo se consuma.
Que se separe a água do vinho, a erva daninha da terra pura.
VII
As naus que singraram os mares de outrora, agora voam nos céus, nos
amplos espações de meu quintal.
Eis que chegam e já se aportam milhares de filhos do Meu trigueiral.
Hão de aqui ensinar o Povo a fazer o pão da Vida Fraternal.
VIII
Eu que aplaino a onda do mar; amaino o vento do ar; retiro o monte
daqui pra lá; arranco o ódio e insuflo o Amor.
Ordeno e declaro, faça-se a Ordem e cumpra-se a Lei.
Que em verdade vos digo, nem tarda, nem falha.
Já vem a galope no tropel dos Santos Anjos do Céu com suas espadas afiadas, e seu corte de navalha.
IX
Eis que já escuto suas trombetas, guardem seus filhos, recolham as
estatuetas.
Pois que venceu o tempo do meio, agora junto o fim com o começo. Pois
que agora nada valem o pranto surdo dos falsetas.
Para os justos um novo começo, para os recalcitrantes a pedra de
tropeço.
Hão de refazer o mesmo caminho para achar de novo o mesmo endereço.
X
Meu caminho é reto e suave, o Meu jugo é leve e manso. Siga pela porta
estreita, Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por
Mim.
Vá em frente e adiante, Te encontro mais à frente, Te aguardo desde já,
a qualquer instante.
Em Mim terá o remanso, a paz e o acalento, que vos prometi e
providenciei.
XI
Digo-vos já está tudo pronto. Vinde a Mim todos vós, os que sofreram na
dor e se resignaram na injustiça e humilhação.
Eu que faço, determino e Tudo acontece, digo, faça-se a Luz, e a Luz se
fará; faça-se a Paz agora, doravante e para todo o Sempre.
Ninguém separa o que Deus ajuntou. Portugal e Brasil são um só povo. Um
oceano é pouco.
Ambos são um mesmo corpo e nele bate um só coração.
Viva o Povo Lusitano, viva o Povo Brasileiro!
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