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Poema ligeiro, Disponível em Cosmogenealogia IV, tópico 45

  Poema ligeiro     São Paulo, 30/07/2025     I Vá filho meu, segue adiante, alegre, contente A vida às vezes é um conjunto de mil nadas, eu sei Essa estrada Eu mesmo atravessei Mas olhe atrás e veja, não é rua de pequeno vilarejo É a própria estrada da vida, como canta o sertanejo     II Vá filho meu, valoroso combatente, és meu soldado fiel És ao mesmo tempo, o buril e o cinzel A esculpir a própria face do bruto granito duro Cada golpe é uma dor, da ferida a própria atadura Retira assim o hostil e mostra seu riso ao céu     III Vá filho meu, embainha a espada, sossega seu facho Eis que é finito seu trabalho, recolha seus cachos Coloque tudo na pedra de lagar, é hora de tudo largar Pisa nas uvas com seus pés desnudos e sua alma pura Espreme o sumo da vida, foi rica sua semeadura     IV Venha filho meu, se achegue, toma seu lugar à mesa, você é meu conviva Agora é hora ...