Anjo do Senhor, Disponível em Cosmogenealogia IV, tópico 27

 Anjo do Senhor

                                               São Paulo, 16/08/2025

 

Salve Anjo do Senhor, sê bemvindo ao plano terrestre onde a maldade e o traiçoeiro gracejam e vigoram feito erva daninha em solo fértil. Vejo em sua destra não o cetro de Rei, mas a espada flamejante com o fulgor da Justiça e seu corte afiado e incisivo. Ai do pescoço dos ímpios e vis que folgam em o mal praticar contra os puros e inocentes. Hão de ver sua glória despencar como o fruto maduro infestado de bicho que foi rejeitado, e deitado ao solo, deu-se à podridão para o deleite dos vermes e esporos.

Ai de ti oh criaturas sequazes e suas iniquidades. Eis que é chegado o dia do Senhor! Rime o profeta, cante o crente o seu hino de louvor, deita sua pena e dita o rumo e prumo daquele destempero que o próprio sal da terra haverá de cozer em suas furnas diabólicas.

Vá, escreve minhas palavras, diga o que eu dito, pois elas, minhas palavras, não passarão.

 

 ‘O custo de suas vidas ao meu sabor se provarão

Eis que chego e tenho fome e o que me serve cidadão?

Experimentá-lo-ei e se for azedo ou insosso, vomitá-lo-ei de minha boca

E sobre ti, vociferá-lo-ei.

 

Eis que não presta pra nada. Para o nada o mandarei.

Para que os purgue durante um tempo

Para que encontre algum tento, mais provável lamento

De suas torpes decisões

 

Dentro do tempo de seu arrependimento

Pois que ainda tudo isso passa, como tudo passa

Antes, chega o meu jugo

Pelas mãos do seu verdugo

 

Vejo pranto e ranger de dentes

Onde se via caras e bocas e risos aparentes

E o que era desgraça, para os seus olhos são deleite

Quão cioso de ti, porém tão inconsequente

 

Quis prever a desdita, plantar o veneno,

colheu chuva e vento

Que lhe arrebatou a coragem

E ainda lhe cobriu de desalento

 

Quão vergonhoso és tu criatura agourenta

Passe pra lá, eu ordeno! Esse seu vate!

Esse é seu caminho e esse é seu vento

Vais penar seu próprio tormento

E para sua sede o ácido e a sílica da sua própria maldade’

 

 

Salve São Miguel Archanjo, sê bemvindo, eis que já vejo sua espada flamejante e seus raios fulgurosos de Justiça, que para os justos é o santo segredo de suas preces, mas para o iníquo é o seu próprio degredo. Daqui será expulso e de quebra o seu medo, a lhe rondar o âmago; para a boca o pão ázimo a lhe roer o estômago, a verdade é indigesta e seu próprio mal defeca.

Eis que está nú e vejo suas vergonhas expostas. Tú que maquinava em segredo, nas salas com refrigério, agora capitula nas trevas com o bafo quente do demônio a lhe cafungar a nuca no lagedo infernal e fumegante.

 

Salve São Miguel Archanjo, sê bemvindo, eis que já vejo sua balança, que para o justo em equilíbrio se mostra, para o ímpio pende para o lado errado, que pena! Com que recurso se opera quem nada tem a oferecer senão a dor de fenecer, o sabor de amargar, se até a lágrima secou e a garganta se calou, se o coração enrigelou, virou pedra, se o que procura é seiva, é o sumo, é a vida daqueles que nada têm e vivem de surrupiar?

 

 

Isaías (59:14/18):

14 Assim a justiça retrocede e a sabedoria fica longe, porquanto a verdade tombou na praça, e a honestidade não consegue mais entrar na cidade.

15 Não mais se encontra a retidão em parte alguma e quem se aparta do mal é vítima de roubo e violência. O SENHOR observou tudo isso e indignou-se com a falta de justiça.

16 Ele viu que não havia ninguém, admirou-se de que ninguém tivesse coragem de intervir e fazer o que é certo; então usou o seu próprio braço para trazer-lhe livramento e a sua retidão como apoio.

17 Empunhou sua justiça como couraça contra os ataques, colocou na cabeça o capacete da salvação; vestiu-se de vingança e envolveu-se de zelo como em uma capa.

18 Ele retribuirá conforme as obras de cada um: aos seus inimigos, castigo; aos seus adversários, a devida recompensa; às ilhas, a merecida retribuição por seus feitos.

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