Minha Oferta, Disponível em Cosmogenealogia IV, tópico 46
São Paulo, 22 de Outubro de 2025
Minha Oferta
I
Esmagarei a rocha do medo entre meus dedos
Devolverei o pó para as entranhas da Terra
Os minerais para a raiz das plantas são alimento
Colherei a flor na ponta do ramo verdejante
Ofertar-lhe-ei a rosa da Vida com o aroma da Felicidade
II
Dissiparei as trevas com um leve sussurro de meus lábios
Devolverei a quietude para o espaço sideral
O silencio é matriz e dele nascem sinfonias
Cantarei hosanas para o Senhor da Vida
Ofertar-lhe-ei um verso com uma nota sublime de Amor
III
Abrandarei as ondas, tsunamis, furacões e tufões dos oceanos
Pacificarei as águas da gota do planeta na palma de minha mão
O orvalho na pétala da flor é só a lembrança de um sutil recado
Soprarei um bafejo de esperança que percorrerá todo o globo
Ofertar-lhe-ei a brandura da brisa fresca de nova alegria e alento
IV
Adornarei as formas com a sutileza de meu amoroso cuidado
Formarei os corpos que esculpirei com a harmonia da paz indevassável
Subirei a níveis estupendos o alcance de vossos olhos e corações
Entornarei o licor da vida perfeita em vossas taças sedentas
Ofertar-lhe-ei o sabor da verdade na candura de meu Amor
V
Introjetarei em vossas almas o ânima que move as estrelas
O Sol é meu enamorado e ele vos aponta o meu caminho
Meu rastro tem o lampejo dos astros e meu céu não tem limites
Revestir-vos-ei do brilho do pó de estrelas que sois e nem suspeitais
Ofertar-lhe-ei a vastidão do Cosmos no infinito do meu coração
VI
Porei fim a sua jornada no meio do nada, o meu caminho terá início
Guardai-vos do inóspito; reteis a gratidão; separai o litro de fé
Apartai o quilo de sabedoria; aguça o ouvido, ouça o meu chamado
Eis que estou à espreita e sei que escuta o meu canto, pois te chamo
Ofertar-lhe-ei o meu farnel, de leite, mel e tâmaras, e nosso riso não terá fim
Múcio Oliveira
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