Via Àpia, Via Crucis - Disponível em Cosmogenealogia II, tópico 35
‘Todos os caminhos levam a Roma’, esse ditado é muito mais uma simples constatação de fato, considerando à época dos Romanos, Senhores do Mundo Civilizado de então. De fato construíram inúmeras vias em todo o seu império, que se alastrou para além da Europa. Talvez, dentre outras, a mais conhecidas seja a Via Ápia. Certo é que construíram essas vias para o melhor deslocamento de suas tropas militares, com as quais conquistou boa parte do mundo conhecido de então. Assim, todos os caminhos levavam à Roma, a capital do Império Romano.
Essas vias eram tenazmente pavimentadas, muitas delas, trechos inteiros são observados até hoje em dia em seu estado natural. Muitas estão exatamente abaixo das atuais vias modernas que lhe aproveitarem a logística de sua infraestrutura básica. Por essas vias, naqueles tempos, marcharam seus exércitos, cada qual militar com seu equipamento mortal, feito pra ferir corpos, estilhaçar sonhos, matar esperanças. Suas sandálias de couro pisavam os seixos de pedras prudentemente assentadas, tão duras quanto seus próprios corações, sem qualquer consideração avançavam por terras distantes a fim de conquistar, espoliar, expropriar a escravizar os povos conquistados. Era a época da força, de espada, pela lei do mais forte, e azar o seu se sua sina não fosse ser patrício, como assim denominavam o cidadão romano, submisso ao Poder do Império e seus Czares inclementes, mas em relação a outros povos, cidadão do 1º mundo.
Eis que surge nessa época um mensageiro divino, a título de rabino, alçado a Mestre, numa dessas províncias distantes de Roma, na Hebréia. Com seu olhar dulcificante a todos encantou com suas palavras de Paz e Amor. Tanto assim pregou por onde andou, como milagres também realizou, e, em nome de Deus, curou cegos, coxos, doentes e até mortos ressuscitou. Sua fama de tal modo se espalhou e a todo o sacerdócio incomodou. Insultou-lhes os conceitos; afetou suas bases. Por tais feitos, ditos espúrios, o tornaram prisioneiro e por fim o condenaram à morte na cruz. Com o madeiro da cruz às costas percorreu a Via Crucis até o Gólgota, seu fim esperado. Pelo caminho, a cada passo, com inominado esforço dado, uma gota lhe gotejava da cabeça fincada por uma coroa de espinhos, entitulado, por galhofa, o Rei dos Judeus. Como poderia ele refutar o destino que lhe impusera seu Pai, o que está nos Céus?
Atravessou a multidão, dentre uns que por ele choravam, outros o apedrejavam. Sobre ele, no intimo, sabia que aquela via era tão somente a primeira das estradas, que, em ritmo alucinante, se construiriam ao longo do globo terrestre, muito além daquele Império, toda a Humanidade, guardada por Deus e seu velado cuidado para com todos os seus filhos. Essa estrada com pedra não será construída, mas sim por corações humanos irmanados todos num mesmo ideal comum de solidariedade, fraternidade e altruísmo. E Ele mesmo, ali do Gólgota, entregara o Seu próprio coração, como marco inicial, pedra filosofal, dessa estrada infinita que, por fim, nos levará ao Pai, Pai Nosso que está no Céu, como assim ensinou.
A Terra, todo o Planeta, a partir daquele momento estaria fadada a ser lugar de contemplação e regojizo, onde habita o Amor e a Paz em cada coração, tal o efeito, que mesmo agora, ainda reverbera na esfera sutil do Planeta, qual trombeta de um Querubim anunciando que os tempos são chegados; a era da bonança e da fartura chegou, a inundar nossos corações e mentes de toda a esperança e fé possíveis, uma vez que é certo, somente uma Lei Maior vige por todo o Universo, a Lei do Amor. Este por fim é o Caminho, a Verdade e a Vida. Viva Jesus! O Mestre dos Mestres, a Via suave e amena que nos conduz rumo ao nosso reino de Paz e Amor e juntar-nos com nosso Pai Celestial. Amém!
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